O mais completo guia de rodas para bicicleta

O mais completo guia de rodas para bicicleta

Com esse guia você vai poder escolher com mais segurança o seu novo par de rodas para sua bicicleta!

Escolher uma nova roda para bicicleta de estrada ou mtb é uma decisão importante caso você busque mais conforto e performance no ciclismo, seja o seu pedal amador ou profissional. Uma nova roda de bicicleta é certamente um dos principais upgrades que você possa fazer em sua magrela!

Quando se pensa em um bom upgrade, as rodas para bicicleta sempre estão no topo da lista de desejos do ciclista. E como já afirmamos em outros textos do nosso Blog, as rodas não são somente responsáveis por uma fatia considerável no peso final de uma bicicleta, elas são o nosso contato entre a bicicleta e o solo (incluído o pneu), podendo ser responsáveis por proporcionar: aerodinâmica (no caso de rodas altas de estrada), robustez e segurança ( importante principalmente para praticantes de MTB, com uma pegada agressiva), velocidade ( quando possuir bons rolamentos e um bom peso).  

Texto em parceria com o Profissional de Educação física e Especialista Semexe – Douglas Soares Pontes.

Primeiramente, devemos conceituar que todas as rodas possuem componentes em comum, como folha do aro, raios e cubo. Diferentes rodas possuem diferentes características nesses componentes, o que pode mudar com a proposta, e preço de cada roda. Abaixo você confere um breve resumo sobre esses componentes e suas variações, e propostas. 

Aro

Os Aros possuem diferenças entre tamanhos (diâmetro), os “padrões” para bikes urbanas e MTBs são: 26’’; 27,5’’ (também conhecidas como 650b) e 29’’. Já para as bikes de estrada, contra-relógio e gravel, os “padrões” são: 700c e 650c (essas já são pouco comuns, seriam os tamanhos “27,5 de estrada”, foram adotadas por algumas marcas para bikes até 2016).

Além do diâmetro, a largura é importante principalmente para a compatibilidade de pneus, e claro possui sua influência no peso da roda, então, rodas voltadas para o ciclismo de estrada por exemplo, possuem um aro mais estreito quando comparado com um aro voltado para MTB. 

O ciclismo é um esporte de constante evolução quando o assunto é relacionado a componentes e acessórios. As rodas atuais para ciclismo de estrada são mais largas que as usadas em 2015 por exemplo, justamente pela tendência de pneus mais largos para bikes de estrada, como o 700×25 ou 28, que já estão consolidados até por equipes internacionais, e desbancaram o 700×23. Ou no MTB, onde com a evolução dos quadros, e nível técnico exigido, os pneus utilizados também são mais largos, que a 5 anos atrás. Nesse quesito, vale verificar se a roda é compatível com os pneus que deseja usar. E claro, em caso de dúvidas pode contar com os Especialistas da Semexe.

Como qualquer componente para bicicleta, existem produtos com propostas diferentes, alguns aros podem custar um alto valor e não ser necessariamente tão leve, como é o caso de alguns aros voltados para o MTB mais extremo, onde se busca robustez e segurança. E nesse ponto todos os produtos tem seus prós e contras, e vale sempre a reflexão do ciclista, de qual seria a sua necessidade.

Raios

Os Raios são responsáveis pela distribuição de carga, ou seja, entregam boa parte da robustez da roda junto com os aros, teoricamente, quanto maior o número de raios, mais resistente é a roda, porém isso também depende da qualidade dos raios. E claro, quanto maior o número de raios, mais pesada será a roda.

Sobre os formatos de raios; existem vários modelos com diferentes propostas como resistência, aerodinâmica, peso, mas em suma, alguns modelos de raios achatado (laminados), que possuem uma ótima resistência, e são mais leves que raios tradicionais.

Cubos

Os cubos são responsáveis pelo giro da roda. No caso dos cubos da roda traseira, é lá onde acoplamos o cassete, que possibilita fazer a roda traseira girar, e a bike se deslocar. O Cubo é composto por um corpo, onde dentro temos dois rolamentos e um eixo. Os rolamentos podem fazer uma grande diferença tanto em experiência para o usuário, quanto em peso para o conjunto, e claro, preço.

Os tipos de rolamentos são: rolamentos de esferas soltas (Cup and Cone), e rolamentos selados (cartucho).

Rolamentos de esferas soltas (Cup and Cone): são rolamentos mais baratos, comuns em bikes de entrada e algumas intermediarias de entrada, possuem esferas integradas em um anel, que ficam em um “ copo” e são fixados por porcas chamadas de “cones”. São práticos para manutenção, e reparo, possibilitando a substituição de esferas. Porém são rolamentos mais expostos.

Rolamentos selados (cartucho): São mais eficientes (principalmente se possuírem uma lubrificação de cerâmica), e são protegidos por terem um corpo selado.

Tipos de rodas de bicicleta

Agora que você conhece os componentes de uma roda, vamos falar de uma forma mais específica sobre os tipos de rodas encontradas no ciclismo de estrada, e MTB.

Clincher

São rodas mais comuns, utilizam câmaras de ar para acomodar os pneus. Sua vantagem é o preço, tanto do par de rodas, quanto no custo de pneus. São muito utilizadas por ciclistas amadores, e não se engane, existem ótimas rodas em carbono e alumínio, que utilizam desse sistema.

Tubular

Por muito tempo foram os preferidos dos profissionais, não necessitam de câmara de ar, pois o pneu é colado ao aro, é um aro utilizado predominantemente no ciclismo de estrada, fez pouco sucesso no público do MTB, por motivos óbvios, que você verá a seguir. O aro Tubular tem a tendência ser mais leve que o Clincher, justamente por não necessitar de uma parede lateral para acomodar a câmara de ar. O grande problema desse tipo de roda, é que necessita de um pneu muito específico, e de alto valor, somado ao fato de que esses pneus não permitem remendos (um ou outro ciclista MacGyver consegue, mas não é seguro).

Por esses motivos, e com a chegada dos aros Tubeless, os aros Tubular, estão entrando em uma lenta extinção, com pneus cada vez mais difíceis de serem encontrados. E fabricas de rodas, parando sua produção. Ao mesmo tempo, rodas high end de modelo Tubular, estão cada vez mais baratas, o que por muitos está sendo uma oportunidade de fazer um grande upgrade.

Tubeless

São aros desenvolvidos para ser utilizados sem câmara de ar, porém utilizam um líquido de vedação, o que permite que furos sejam vedados, além de permitirem uma boa diversidade de pressão, o que é muito vantajoso principalmente para praticantes de MTB. São mais caros que aros Clincher, porém os pneus são mais baratos que os modelos Tubular, e são uma mão na roda para ciclistas que não querem dores de cabeça com furos.

Como escolher a sua próxima roda

O primeiro ponto a ser analisado na hora de fazer a escolha da sua próxima roda será: definir para qual será o uso da mesma. O ciclista deve conhecimento por quais terrenos vai querer pedalar. Ciclovias e estradas com sua road bike ? Ou possui uma MTB para encarar trilhas com terra e lama ? Pretende participar de competições ou a bike é o seu hobby e esporte para praticar 3 vezes por semana ? Claro, também é preciso entender que existem rodas para todos os bolsos.

Existem rodas com propostas bem especificas, exemplo: rodas fechadas, aerodinâmicas ao extremo, para contra relógio, porém são pesadas, e são difíceis de controlar em situações com vento lateral; rodas para Downhill, que buscam ser robustas e seguras, e que favoreçam a utilização de pneus largos, e também são pesadas; e outros exemplos como rodas super leves e rígidas.

Dentro desse mundo de opções diferentes, temos a questão do preço, quanto maior e melhor o número de atributos, maior será o valor. Um fato curioso é que rodas com bordas maiores (rodas para Bikes de Estrada), trazem ganhos aerodinâmicos. Porém, quanto maior a borda, mais pesado é a roda, aí entramos em uma discussão muito comum entre ciclistas: querem ter o melhor dos dois. E para se ter ambos os benefícios, o investimento pode ser mais alto.

Mas é possível sim, encontrar boas opções de um bom par de rodas relativamente leves com um bom custo benefício. E claro, que agreguem um pouco dos dois lados e proporcione uma experiência excepcional para o ciclista, sem ter que trocar a bicicleta. 

Além disso você pode mudar de roda para buscar mais comodidade, no caso de ciclistas que saem do sistema Clincher, e adquirem uma roda Tubeless.

Compatibilidade

Quando o assunto é compatibilidade no mundo da bike, entramos em um grande vespeiro, todos os anos, grandes marcas criam padrões novos para componentes, com a finalidade de ganhos para o ciclista, e em outros casos para dar exclusividade em determinado produto. Então temos algumas dicas para você ficar atento na hora da compra.

  • Verifique se o FreeHub do cubo é compatível com o número de velocidades do seu cassete. Caso não seja, você terá que considerar a substituição do FreeHub. Verifique quais cassetes são compatíveis com o padrão do FreeHub.
  • Verifique qual o padrão de eixo é compatível com o seu quadro, diferentes cubos possuem diferentes tamanhos apropriados, para determinados padrões de eixo e quadro.
  • Verifique se a largura do pneu da bicicleta é compatível com o tamanho do aro.
  • Verifique qual o sistema de freio da sua bicicleta. Freios a disco ou ferradura, já que a roda deve ser compatível com o rotor, no caso de rodas para freios a disco, e para ferradura, deve conter uma borda apropriada.

Rodas de carbono x alumínio

Seja com uma bike de Estrada ou de MTB, como já citamos nesse e em outros textos, o peso total de uma bicicleta é bem importante. A fibra de carbono tem sua grande vantagem quando observamos o peso, além disso, por sua rigidez favorecem em curvas, subidas e sprints. Outra característica importante das rodas de carbono, é a absorção de impactos, já que a fibra de carbono pode ser trabalhada para ter rigidez em alguns pontos e maleabilidade em outros.

Mas nem tudo são flores, as rodas para bicicleta de carbono possuem uma limitação de peso menor(peso total da roda + bike + ciclista), lógico que essa diferença de limitação varia de modelo para modelo, existem rodas de carbono com uma grande robustez, que aguentam muitos impactos e um limite de peso maior. Outro ponto é que o carbono pode sofrer mais com fadigas que o alumínio, então em longo prazo (entenda como anos), a fibra de carbono pode ter fissuras, e nesse caso é recomendado a substituição da roda. Também podemos observar tricas em situações de quedas.

O alumínio é uma opção com menor custo, e tem sua vantagem com relação a fadiga, além disso, existem rodas de alumínio extremamente leves (que utilizam ligas melhores e uma melhor construção em geral), a ponto de serem mais leves que algumas rodas de carbono de entrada.

Por último, caso a sua bicicleta possua bons componentes e você não queira trocá-la em breve, as rodas são disparadas o melhor componente para você fazer um upgrade e transformar a bike em um foguete.

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