Pedal + natureza: 5 locais para pedalar próximo à São Paulo

Pedal + natureza: 5 locais para pedalar próximo à São Paulo

Separamos rotas clássicas que estão próximo a capital paulista para o seu próximo pedal. Ciclismo é vida!

Onde pedalar em São Paulo? A maior metrópole da América Latina é caótica ? Sim! Pedalar por aqui exige muita atenção e usar os equipamentos de segurança como; capacete, luvas e iluminação são o kit básico para sair da garagem de casa.

Selecionamos 5 locais para quem quer sair da agitada capital paulista e pedalar mais próximo da natureza. Alguns desses “points do ciclismo paulista” já possuem uma estrutura para receber quem está dando as primeiras pedaladas com a magrela, seja ela uma bike de estrada ou MTB.

Lembre-se, prefira pedalar acompanhado e jamais esqueça dos itens de segurança e tente antecipar suas ações em situações de risco. Afivele o seu capacete e pé no pedal! #SocaBota

Estrada dos Romeiros

Time Lulu 5 em ação na Estrada dos Romeiros

Sem titubear, esse é um dos locais mais clássicos do ciclismo paulista e procurado por ciclistas de diversas modalidades. A Estrada dos Romeiros inicia no km 48 da Rodovia Castello Branco, passando pelos municípios de Santana de Parnaíba, Cabreúva e finalizando em Itu. Uma boa dica antes de iniciar o pedal é tentar estacionar o carro em postos de combustíveis da Castello Branco, próximo ao município de Santana de Parnaíba (que é mais tranquilo).

Uma sugestão: lembre-se de consumir algo nas lojas de conveniência para que os funcionários possam perceber que você está sendo “parceiro” em deixar o carro estacionado no local. Outra sugestão é estacionar o carro na rua lateral da saída do km 48 da Castello. 

Subida ou descida do trecho “tira saia” merece atenção: guarde sua energia!

A rota mais frequentada fica entre Santana de Parnaíba até Cabreúva, possuindo   1.200m de altimetria acumulada com 80 km de distância, podendo estender a um “treino longão” de até 100 km. Mas, caso o ciclista ainda não esteja preparado para encarar longos km, a sugestão é  fazer uma rota  curta, saindo de Cabreúva (ponto de encontro UP Cycling) até o Portal de Itu. Ida e volta são 34 km com 300m de altimetria acumulada. Aos sábados e domingos pela manhã o tráfego de veículos é menor. Porém, muita atenção com os motociclistas. Ah, não estranhe se encontrar Romeiros pelo caminho; diversas romarias ocorrem na região. 

Rota das Frutas

Pelotão formado na inauguração da Rota das Frutas (29/01/22). Foto: Clóvis Ferreira/ Digna Imagem

De fácil acesso a partir das rodovias do Sistema Anhanguera-Bandeirantes, a Rota das Frutas está a aproximadamente 60 quilômetros da Capital.

A rota passa por Jundiaí, Louveira, Vinhedo e Itatiba, municípios reconhecidos pela produção de frutas. Desafiadora pela extensão assim como Romeiros: são 75 km com um acúmulo de elevação de 1.355m. A Rota das Frutas desafiará os ciclistas mais experientes. Mas também é ideal para ciclistas que querem aproveitar o melhor das regiões, realizando um passeio turístico, explorando estas cidades históricas, sem necessariamente fazer o percurso todo.  Em formato circular, a Rota das Frutas pode ser iniciada a partir de cinco pontos e possui infraestrutura de apoio como estacionamento, banheiros e espaços de alimentação. Em Jundiaí (ponto principal), a partir do Parque da Cidade ou do Paço Municipal, em Louveira, a partir da Estação Ferroviária, em Vinhedo, a partir da Represa João Gasparini e em Itatiba, a partir da avenida Genaro Palladino.

Rota das Flores

Sinalização durante a Rota das Flores. Foto: Epitácio Pessoa/Digna Imagem

Localizada a aproximadamente 140 quilômetros da Capital, em Holambra, a Rota das Flores tem fácil acesso a partir das rodovias do Sistema Anhanguera-Bandeirantes e SP-340 – Rodovia Governador Adhemar Pereira de Barros (Campinas -Mogi). A rota é indicada para todos os níveis de ciclista. O percurso total é de 14 km e possui 176m de altimetria acumulada. A cidade de Holambra é conhecida pelos campos de flores e por abrigar a Expoflora.

Parque Cemucam

Pista de MTB XCO do Parque Cemucam fica a poucos quilômetros da capital paulista. Foto: @parque_cemucam

Uma trilha pública voltada para o público de MTB. Localizada no Parque Cemucam, em Cotia, ficando apenas a 40 km da Capital, é a mais antiga trilha pública de MTB Cross Country do Brasil. Para quem gosta de terra, natureza e emoção em cima da magrela, é um prato cheio. O percurso total possui 8 km de extensão, oferecendo trajetos variados por dificuldade onde o ciclista escolhe qual trilha percorrer. 

Pico do Jaraguá

Outro local tradicional para a prática do ciclismo (Estrada ou MTB) em contato com a natureza e melhor: fica dentro do município da capital paulista. 

O Pico do Jaraguá é um dos pontos mais altos do Estado de São Paulo, tendo 1.135m e situa-se no bairro do Jaraguá, região oeste da Serra da Cantareira. 

“Ainda no km 01, o Pico pode passar uma “falsa impressão de ser tranquilo” e te enganar, pois a bicicleta pega um bom embalo e com isso temos a impressão que o percurso será fácil. Porém, o que eu recomendo é guardar energia, se preservar ao  máximo, pois a coisa começa a ficar mais difícil após o quilômetro  1.5, onde a pista fica mais sinuosa e dependendo do clima o asfalto poderá ficar  úmido. Outro ponto para ter atenção: você vai encontrar pessoas praticando caminhada, correndo e até pedestres passeando com seus cachorros. Contudo, o Pico do Jaraguá é um desafio reflexivo, onde cada ciclista deverá pedalar em seu ritmo. 

Detalhe importante: Não tente acompanhar o ritmo de um ciclista que está ao seu lado, da mesma forma que você está realizando um treino, o colega de pista pode estar realizando um treinamento específico de subida, o que pode ser bem diferente do seu treino.  Caso você esteja lento durante a subida, o recomendado é se manter na pista da direita, mas cuidado com as folhas que estão no canto pois o pneu pode escorregar.


Divirta-se o máximo em cima da sua bicicleta e não tenha vergonha de parar quantas vezes for necessário para chegar ao topo. Lembre-se, a disputa é sempre contra nós mesmos.”

Fernando – Bike Fiiter e professor na assessoria esportiva – Studio WF Bike Meter

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