Ultramaratona – Dupla da Specialized Racing BR vence 5° etapa da Brasil Ride Bahia

Ultramaratona – Dupla da Specialized Racing BR vence 5° etapa da Brasil Ride Bahia

Gustavo Xavier e Alex Malacarne vencem etapa de volta a Arraial d’Ajuda. Quinta etapa foi decidida no sprint final, com três duplas na disputa pela vitória. Entre as mulheres, alemãs diminuem para 5 minutos a diferença para as líderes, Marcella Toldi e Lutecia Azevedo.

A quinta etapa da Santander Brasil Ride Bahia, com a volta de Guaratinga para Arraial D’Ajuda, em Porto Seguro, foi marcada por situações opostas nas elites, masculina e feminina. Entre os homens, Hans Becking (HOL) e José Dias (POR) aumentaram a folga na liderança e assistiram de camarote a disputa pelo primeiro lugar, entre os vencedores do dia, Gustavo Xavier e Alex Malacarne, contra Edson Rezende e Ulan Galinski, segundo colocados. Já entre as mulheres, as alemãs Naima Diesner e Anna Jördens venceram a terceira etapa consecutiva e agora estão apenas 5 minutos atrás de Marcella Toldi e Lutecia Azevedo, após encerrarem o segundo dia 39 minutos atrás das líderes.

Pelotão de líderes a 40 km do fim – Foto:
Rosita Belinky / Santander Brasil Ride

O dia foi marcado pela liderança de quatro duplas em grande parte do tempo na open: Periklis Ilias/Andreas Miltiadis (DMT Marconi II), que tiveram que enfrentar um problema na roda de Andreas, com 100 km de prova, para deixar de disputar o pódio; Gustavo Xavier/Alex Malacarne (Specialized Racing BR), Edson Rezende/Ulan Galisnki (Caloi Henrique Avancini Racing); e Hans Becking/José Dias (Buff Scott MTB). 

Hans e Sherman na largada – Foto: Nicolas Ferri / Santander Brasil Ride

Com os resultados do dia, Hans e José lideram com 18min58 de folga, ao totalizarem 18h14min31 na soma dos cinco dias. A novidade está na segunda e terceira colocações. Edson e Ulan estão em segundo (18h33min29), seguidos de Gustavo e Alex (18h37min38). Líderes gerais por duas etapas (2 e 3), e melhores das Américas na quarta etapa, Sherman Trezza e Lukas Kaufmann (Ciclogiro Scott/Hoffmannpedal Sport) são agora os quarto lugares no geral (18h41min18).

Início da prova nesta quinta – Foto:
Mario Jordany / Santander Brasil Ride

“Que etapa, que dia. Não sabia como iríamos nos sentir nesses mais de 140 km, a maior corrida que já competimos no mountain bike, por isso não tínhamos certeza de nada. Sobrevivemos a primeira metade, que não tinha muita subida. Ao começar os planos, iniciamos o revezamento com Edson e Ulan. Decidimos no sprint final e felizmente vencemos. Foi surpreendente, inacreditável.”

Alex Malacarne – Specialized Racing BR
Dupla da Specialized vence prova – Foto:
Rosita Belinky / Santander Brasil Ride

“Mais de 5 horas e meia, com 26 km/h de média. Encaixamos um ritmo muito bom. No pelotão dos líderes, nós abrimos uma distância bem grande para os ciclistas perseguidores. Chegamos no sprint final com três duplas, numa ótima disputa. Temos mais duas etapas pela frente, mas encerro esse dia muito feliz, porque sou um ciclista focado em cross country olímpico. É gratificante demais conquistar essa vitória.”

Gustavo Xavier

Novos líderes das Américas

Ulan à frente do pelotão – Foto:
Rosita Belinky / Santander Brasil Ride

Além de assumir a vice-liderança da ultramaratona, Edson Rezende e Ulan Galinski são agora os donos da camiseta branca, de melhor dupla das Américas. Esforço recompensado por estarem no Top 3 da prova em três das cinco etapas realizadas. “Etapa mais longa da prova. Quem diz que é só plano, está enganado. Foi muito duro, com muita subida. O Edinho ditou o ritmo na primeira metade e se posicionou bem, por estar bem forte. Na segunda metade, ele revezou com a dupla da Specialized, porque nosso objetivo era o mesmo, tirar tempo do Sherman e do Lukas, para estarmos no Top 3”. Comentou Ulan Galinski.

Alemãs encurtam a distância

Brinde do pódio feminino – Foto:
Waldimir Togumi / Santander Brasil Ride

Naima Diesner e Anna Jördens seguem apertando o cerco em relação às líderes da feminina, Marcella Toldi e Lutecia Azevedo. Se na segunda-feira (8), quando tiveram problemas técnicos, a diferença ficou em 39 minutos, agora apenas 5 minutos separam as duas duplas na busca pelo título da principal stage race premium do mundo. 

Alemãs após chegarem em Arraial – Foto:
Waldimir Togumi / Santander Brasil Ride

“Perdi uma vida hoje”, disse Anna, em tom de brincadeira. “Faltando 45 minutos para a largada, fui para o pronto socorro porque não me sentia nada bem. Durante a corrida, a única coisa que eu via era era a roda traseira da Naima. No fim, me senti realmente bem e ela mal. A vida no ciclismo é assim. Assim é o jogo.”

Anna Jördens

“As mesmas sensações tiveram as integrantes da equipe que lidera a disputa feminina. “Esta foi a mais dura de todas etapas para nós. Perdemos elas no começo, no primeiro ataque logo na subida. A Lutécia não estava bem no começo, e aí ela melhorou e eu piorei. Chegou um momento que esquecemos das adversárias. Até que chegamos num ponto de hidratação e recebemos a informação da distância e fomos para o tudo ou nada. Seguimos na liderança, com vantagem. Acho que nesta sexta-feira (12) a prova será praticamente decidida.”

Marcella Toldi

Pandemia unindo pai e filho no ciclismo

Murilo e Claudio em Guaratinga – Foto:
Rosita Belinky / Santander Brasil Ride

Em sua sexta edição de Santander Brasil Ride Bahia, Claudio Hackenhaar está vivendo uma experiência para lá de especial. O empresário gaúcho, radicado em Porto Seguro há 24 anos, compete com seu filho, Murilo. E foi a pandemia de Covid-19 que possibilitou ao experiente ciclista correr com um estreante da ultramaratona. Com o início das medidas de restrição, Murilo trocou as saídas com os amigos pela bicicleta ao lado do pai. E, após tomar gosto, resolveu se arriscar na prova.

“Iniciei no ciclismo há um ano e meio, praticamente, no início da quarentena. Tivemos a ideia de fazer essa dupla e estamos aproveitando”, disse Murilo, de 26 anos. “Privilégio e sensação indescritível pedalar com meu pai. Acho que é algo bem raro isso acontecer, pai e filho de dupla. Quando precisa de técnica, eu só sigo ele, que me mostra o caminho das pedras. Já nas subidas, tenho que dar uma segurada para irmos juntos”, completou.

“Competi com amigos, depois com minha esposa, e agora com o meu filho. A mais difícil foi a primeira vez, na Chapada Diamantina, pela pouca experiência. Mas, todas tem seu nível de dificuldade e sempre surpreende. Finalizar com minha esposa em 2019, e agora estar com o Murilo, está sendo maravilhoso. Feliz e com o sentimento de privilégio. Para mim, um presente que estou me dando”, disse Claudio, de 48 anos. “Quando veio a pandemia, ele não pode ir mais para as festas, caiu para cima da bike. É muito disciplinado e acredito que em 2022 ele virá forte, voando por conta, com um parceiro do nível dele”, finalizou.

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