Campeonato Mundial de Gravel 2025 na Holanda

Campeonato Mundial de Gravel 2025 na Holanda

Nos dias 11 e 12 de outubro, a província de Limburg, nos Países Baixos, será palco da 4ª edição do Campeonato Mundial de Gravel da UCI. A prova vai reunir estrelas do ciclismo mundial em percursos de até 180 km, com estradas de terra, subidas curtas e técnicas, além de trechos de cascalho que prometem colocar à prova a resistência e a estratégia dos ciclistas.

E pela primeira vez, o Brasil terá uma delegação de peso. No pelotão principal, estarão Henrique Avancini, sócio da Semexe e bicampeão mundial de MTB XCM, ao lado de Tamires Radatz e André Gohr. Já nas categorias por idade, vários atletas brasileiros conquistaram vaga pela seletiva nacional em Camboriú, aumentando a presença do país na competição. A nossa parceira Rafaela Catão será a única representante brasileira na faixa 19–34 anos, levando inspiração e representatividade feminina ao Mundial.


O percurso

O traçado em Limburg é um verdadeiro teste de resistência e técnica:

  • Elite masculina: 180 km (3 voltas e meia em circuito de ~50,8 km + trecho final até Maastricht)
  • Elite feminina: 131 km (2 voltas e meia no mesmo circuito)
  • Desnível positivo: cerca de 1.925 m (masculino) e 1.375 m (feminino)
Mapa do percurso do campeonato Mundial de gravel UCI em Zuit Limburg.

Um dos pontos mais duros é a Bronsdalweg, subida de cascalho com mais de 1 km e média de 8% de inclinação. O circuito passa por cidades como Beek, Beekdaelen, Voerendaal e Valkenburg, terminando na Groene Loper, em Maastricht.

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Henrique Avancini: estreia no cascalho

“Após o Mundial de Estrada em Ruanda, sigo para esse novo desafio em Limburg. É uma prova longa, com 180 km, e apesar de ser nos Países Baixos, o percurso é bem ondulado. Acho que pode ser uma boa oportunidade.
Recebi o convite por wildcard da UCI, pelo histórico dos meus títulos, e me sinto forte. Espero carregar essa forma por mais duas semanas e competir bem.”

Avancini em ação no GP Kranj

Avancini também comentou que ainda está testando diferentes configurações de bike e setups para encontrar a melhor combinação para o Mundial:

“Estou passando a semana testando algumas configurações diferentes. Esse é um ponto muito importante no gravel: a flexibilidade das regras em relação ao equipamento. Essa fase final é essencial para definir o setup que vou usar na prova.”

André Gohr: da estrada ao gravel

Andre Gohr e sua Cannondale Topstone

“Estou rodando de gravel desde a pré-temporada. Depois da Volta de São Paulo, só treino com minha gravel. O gravel é um mundo novo para mim, mas já me sinto preparado para esse desafio. Minha expectativa é terminar da melhor maneira possível.”

Gohr também destacou o momento de crescimento da modalidade:

“Todas as marcas estão olhando para isso, e quero aproveitar esse momento.”

Setup da bike: Cannondale Topstone 4 Carbon | Grupo: Shimano Ultegra Di2 (12v) | Relação: coroas 52×36 / cassete 11×34 | Rodas: Session C50 SL (carbono) | Pneus: Goodyear Connector


Rafaela Catão: da terapia em movimento a estreia no Mundial

Nossa parceira vai para o Mundial trazendo consigo não só força esportiva, mas também inspiração para outras mulheres ciclistas.

Rafa e sua Factor

“Eu pedalo há cerca de seis anos, comecei no MTB, passei pelo triatlon e me encontrei no gravel. Para mim, o esporte é uma terapia em movimento. É onde consigo me desafiar, me encontrar e sentir o quanto sou capaz de ir longe.”

Conquistar a vaga para o Mundial foi um marco especial: Rafaela é a única brasileira classificada em sua categoria (19–34 anos), o que reforça ainda mais a importância da sua participação.

“Quero representar bem o país, entregar meu melhor e me sentir heroica cruzando a linha de chegada.”

Na prova feminina por idade, Rafaela enfrentará 131 km com mais de 1.200 m de altimetria.

Setup da Bike: Factor Gravel LS 2023 | Grupo: SRAM Rival XPLR – 12v | Relação: Cassete 10/46, coroa 40t | Pneus: Panaracer Gravel King x1 + 40/700

Tamires Radatz: consistência no feminino

Tamires no UCI Gravel Brasil

Tamires Radatz chega como um dos principais nomes do ciclismo feminino brasileiro e já mostrou consistência em provas de alto nível. No Mundial, será uma das peças-chave para dar visibilidade ao país na elite feminina.

Favoritos internacionais

O grid do Mundial reúne estrelas de várias modalidades:

  • Tom Pidcock – campeão olímpico de MTB e também confirmado.
  • Romain Bardet, Tim Wellens, Tim Merlier, Greg Van Avermaet – nomes do ciclismo de estrada que podem brilhar no gravel.
  • Florian Vermeersch e Connor Swift – especialistas que já subiram ao pódio em edições anteriores.

No feminino, os destaques ficam para Marianne Vos (campeã 2024), Pauline Ferrand-Prévot (campeã 2022) e Lorena Wiebes.

Confira mais detalhes no site da uci.org


Por que este Mundial importa para o Brasil?

O gravel é uma modalidade nova, mas que cresce em ritmo acelerado no país. Ter atletas como Avancini, Tamires, Gohr e Rafaela Catão no Mundial mostra que o Brasil começa a ocupar espaço de destaque também nesse cenário. Para os fãs de ciclismo, acompanhar essa estreia é testemunhar o início de um novo capítulo da modalidade no Brasil.


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